Doença Crônica Julina!

Ano passado, nessa mesma época, eu estava no Brasil. Sozinha. Remediando a saudade da família e dos amigos, da minha cidade do coração (não sou jundiaiense de berço, mas amo como se fosse!), de algumas comidas prediletas e de alguns momentos únicos para mim. Meu marido e meus filhos ficaram aqui na Austrália. Literalmente, uma viagem paliativa. Como um Band-Aid emocional, em uma ferida gigante. A saudade dos meus filhos não me permitia curtir a cura da saudade de quem ficou no Brasil… Brincadeira bem SEM graça!

Mas os momentos que passei lá, com algumas pessoas absolutamente INSUBSTITUÍVEIS em minha vida, tornaram minha estadia aqui muito mais produtiva. Quando voltei, a Austrália parecia mais bonita, mais agradável, mais atrativa e totalmente capaz de se tornar “meu lar”! A sensação que eu tive quando cheguei, foi a de que tomamos a decisão certa, de que morar aqui é TUDO DE BOM, que a qualidade de vida vale a distância… Munida de minha energia recarregada e relembrando algumas situações desagradáveis vividas lá, comecei um novo ciclo cheia de esperança, acreditando que, enfim, ia demorar para sentir falta de tudo que ficou para trás! Que engano! Apenas um ano depois, cá estou eu com uma saudade quase insuportável dentro do peito, disposta à viver tudo outra vez, apenas para estar perto de algumas pessoas que deixei lá…

Claro que alguns fatos desencadearam a minha “homesick” atual. Falei ao telefone com minha mãe por um tempão no último domingo, com meu irmão que estava passando uma semana na casa dela, e relembramos coisas boas e bons momentos compartilhados. Hoje minha irmã deixou uma mensagem no meu Facebook, também relembrando minha ida no ano anterior. E por fim, o golpe final: revi as fotos que tiramos lá e relembrei cada momento vivido! Pronto. Agora é fato. Tenho uma nova doença crônica: a síndrome da saudade da viagem das férias de Julho! Hahahahahah!

Conversando com uma amiga brasileira no último fim de semana, concluímos que a verdade é UMA SÓ: saudade é uma doença crônica. Vai e volta. Melhora e piora. Some e reaparece. Basta um pequeno detalhe, uma lembrança, um cheiro, uma música, uma foto, um pensamento, e lá vem ela forte e insuperável, arrasando com as certezas que a gente “ACHAVA” que tinha. E a conclusão mais profunda de nossa conversa: o pior problema é ter saído do Brasil para morar fora. Depois disso, nosso coração ficará eterna e dolorosamente dividido. Querendo estar lá e aqui ao mesmo tempo. Amando tudo que a nova vida aussie nos proporciona, mas desejando ardentemente dividir e compartilhar tudo isso com pessoas que a gente ama demais para deixar partir de nossas vidas…

Fazendo As Contas Antes De Mudar…

Talvez esse não seja um dos meus melhores posts, por isso sinta-se à vontade para nem terminar a leitura. Não estou num dia bom. E os pensamentos fluem e rolam absurdamente em dias assim. Penso que sou capaz de escrever um livro inteiro em dias típicos como esse. Mas por enquanto, vou me contentar com um post. Se ele ficar muito extenso, me desculpe. Mais uma vez, sinta-se livre para não ler.

Escrevo hoje especialmente para aquelas pessoas que estão planejando morar fora, na Austrália ou em qualquer outro buraco desse mundo! Sair do país, de perto da família, dos amigos, de tudo que você tem e vive. De tudo que talvez hoje te encha o saco, que faz você sentir que precisa FUGIR, que faz você sonhar com uma vida totalmente nova e diferente. Mas quero ser clara nesse momento: você já fez as contas? Tem um versículo bíblico que eu amo, dizendo exatamente isso: ” Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?” Isso está em Lucas 14:28.

Procuro sempre me lembrar disso em minha vida, pensando: estou pronta para isso? Vou dar conta? Vou terminar o que me propus? Se tem uma coisa que detesto nessa vida, é começar algo e não terminar. E olha que sou bem experiente na questão. Vamos direto ao ponto. Você tem colocado na balança TUDO o que significa morar longe? “Fazer as contas” não é apenas financeiro; é emocional, é cultural, é pesar o que realmente tem valor prá você!

Sabe por que me sinto no direito de questionar sobre isso? Meu pai está com a saúde bem debilitada. Vai ser submetido à exames mais específicos por esses dias, já que não se sabe o motivo de alguns sintomas. Ele tem diabetes, é de idade avançada e tudo isso complica, é verdade. E nesse momento, que estou tão longe, tenho coragem de confessar à vocês: falhei ao fazer as minhas contas. As emocionais. Não dou conta disso. Tenho pânico só de pensar em perder meus pais nessa lonjura. Ou um deles. Ou ambos.

Se você é alguém apegado à família, eu sugiro: faça e refaça as contas quantas vezes forem possíveis ou necessárias. Se você não é (como eu já pensei um dia que eu não fosse), também pense nisso. E muito. Porque a distância amolece corações. Derruba muros dentro da gente. Faz até o mais durão de coração sentir falta dos seus. Ela é cruel. No meu caso, eu já estava fora da minha cidade natal há 11 anos, mas chegava lá de carro em, no máximo, 3 horas. Hoje, não chego em menos de dois dias, mesmo que encontre uma passagem milagrosa de um dia para o outro. Sem contar o preço da tal…

Nesses anos que estamos vivendo aqui, a coisa mais importante que aprendi foi o quanto eu desperdicei tempo de estar com a minha família. Tive meus motivos, que hoje me corroem por dentro, mas tento trabalhar isso em meu interior. Não sei qual é o seu motivo; trabalho em excesso, mágoas do passado, falta de tempo, falta de vontade, sei lá… Só sei que não deveria ser assim… E, acredite, estando longe, tudo se potencializa. Estando MUITO longe, tudo se potencializa duplamente. Faz a gente enxergar o que perdeu. E o que continua perdendo. Ou o que vai perder no futuro.

De novo, eu aconselho: faça as contas. Refaça. Sonde muito bem se tudo de fato vale à pena. Posso te garantir que, uma hora, a vontade de comer as comidas brasileiras passa, até porque comemos muito bem por aqui. Uma hora, a saudade dos lugares que você mais gosta, passa, porque você terá novos ( e maravilhosos!) lugares preferidos. Uma hora, a saudade da língua passa, porque falar Inglês bem começa à empolgar; entender e se fazer entender ENCANTA. Uma hora, a saudade da Pátria melhora, quando você vê e sente a qualidade de vida de outros lugares. Mas a falta da família, das pessoas mais próximas à você, isso NÃO PASSA NUNCA! Frases como “ninguém é insubstituível”, perdem totalmente o valor. Hoje, em minha vida, algumas pessoas são totalmente insubstituíves. TOTALMENTE.

E quer saber? Mesmo que você não esteja longe, não vá se mudar, mas de alguma forma está distante da sua família, mude isso JÁ! Você não está lendo esse texto por um acaso… Aproveite. A gente nunca sabe o que a vida nos reserva. Perdoe, ame, abrace, ajude, releve, fique perto… O que pode importar mais do que as pessoas que a gente ama?

Faça as contas, por favor. As minhas estavam furadas. Não me preparei para isso. Não estou preparada para estar longe num momento como esse. Se não podemos estar perto na hora da enfermidade, prá que raios servem as famílias? Para os Natais? Para os aniversários? Sabe? Ele até pode não ser o melhor pai do mundo, sei disso, mas ele é o MEU PAI! Basta.

Não Aprendi Dizer ADEUS!

Uma das coisas mais chatas e dolorosas por aqui, SEM SOMBRA DE DÚVIDAS, é a constante participação em festas de despedida! Como estamos longe de casa, a maioria dos amigos que temos são pessoas que também estão longe de casa. Isso nos torna mais íntimos, mais próximos, compartilhando dores semelhantes, dúvidas semelhantes, dificuldades semelhantes, enfim, VIDAS SEMELHANTES! E como não poderia deixar de ser, nem todos estão aqui prá ficar de vez! Na realidade, a grande maioria veio para estudar, ou trabalhar em algum projeto, ou veio e decidiu voltar, por razões pessoais.

Isso torna tudo mais difícil, levando-se em consideração que morar fora nos torna mais sensíveis, mais quebrantados, trazendo às nossas amizades por aqui um significado muito mais forte! Logo que chegamos, bem no primeiro dia de Austrália, conhecemos pessoas de monte. Nem todos se tornaram nossos amigos de verdade, mas os que se tornaram, marcaram nossas vidas. E como tinha de ser, nem todos estavam aqui prá ficar…

Então, desde que chegamos, comecei a computar a dor de dizer adeus à pessoas que começavam a fazer parte dos nossos dias, das nossas vidas. Veja bem, você pode pensar: “Mas vocês estão fora há apenas 2 anos e alguns meses e já conseguiram fazer amigos que, ao partirem, provocam tanta dor?” Sim, a resposta é SIM! Quando compartilhamos sonhos, dores, frustrações, medos, dúvidas, quando precisamos de ajuda até mesmo prá comprar comida, porque você não conhece praticamente NADA, as relações tomam rumos muito mais profundos, os laços se aprofundam muito mais rapidamente do que em relações normais.

Nossa primeira despedida aconteceu logo na segunda semana de Austrália! Calma, não fizemos amigos com essa rapidez! Na verdade, quando viemos prá cá, já tínhamos bons amigos morando em Melbourne. Um grande amigo do meu marido, com quem ele morou e estudou no período da Faculdade, já estava morando aqui com a esposa e filho (Maurício, Eveline e Oliver). Por isso viemos com segurança, acreditando que as coisas seriam mais fáceis com eles aqui. Mas, advinhem? Ele foi transferido para outro Estado, no mesmo mês em que chegamos! Agora moram em Brisbane!

Logo na segunda semana, lá estávamos nós no Aeroporto de novo!

Depois de um tempo, lá vamos nós nos despedir de Raquel e Ricardo, que voltavam ao Brasil! Amigos queridos que passaram nosso primeiro Natal aqui com a gente!

Despedida no restaurante mexicano "Amigos"! Nome propício, não?

E por incrível ( e triste!) que possa parecer, uma semana depois lá se vão prá Suíça, de mudança, Cadú e Juliana, “grávidos” do pequeno Mark!

Casal querido que nos ajudou muito a RECOMEÇAR por aqui!

A próxima despedida aconteceu quando finalizei meu curso de Inglês. Você passa 5 horas por dia, 5 dias na semana, vendo as mesmas pessoas que compartilham de sua “homesick”, de suas lágrimas de saudades, da falta de sua vida anterior… Mais laços por afinidades, claro!

Senti muita falta dessa galera que me fazia rir MUITO!

Na próxima despedida, pensei que não daria conta! Marcus e Andréa, nossos amigos mais chegados, foram transferidos pros EUA! Estávamos então sem Cadú, Juliana, Marcus e Andréa, aqueles que nos deram a maior força desde que chegamos! Gente, doeu, viu?!

Eu só pensava uma coisa nesse dia: quero ir embora também!

Pensam que acabou? Antes tivesse acabado! Logo depois Patrícia, Cláudio e Laurinha terminavam seus planos por aqui! Lá vamos nós ao Aeroporto ( de novo!) chorar e dizer adeus para outros amigos do coração! Mas na despedida deles, conhecemos os casais Maurício e Natasha/ Rosana e Nixon , que agregaram à nossa turma e se tornaram MUITO queridos para todos nós! Obrigada, Pati! Você foi, mas dividiu pessoas maravilhosas conosco!

Da esquerda para a direita: Natasha, eu, Pati e Angela!

 Logo em seguida, uma das “Powerpuff Girls” deixou nossa turma de “Meninas Super Poderosas” do café da manhã! Nossas manhãs de sexta NUNCA MAIS  foram as mesmas sem ela… Sentimos falta dela toda vez que nos reunimos!

Sinto muita falta dessa família tão querida!

Recentemente, nos despedimos de outra família querida: Juliana, Daniel e Júlia linda! Também terminaram seu tempo aqui e voltaram para a Bahia!

Temos certeza de que um dia vamos nos reencontrar no Brasil, queridos!

E hoje, exatamente, estamos nos despedindo do Eugênio, Adriana, João Pedro e Luís Felipe! Somos conterrâneos dessa família querida (guaratinguetaenses, com orgulho!) e nos encontramos aqui em Melbourne depois de anos e anos sem nos vermos! Os filhos deles foram os primeiros amigos do meu filho por aqui e me lembro da alegria que senti ao ver meu filho sorrir e se divertir pela primeira vez, quando fomos visitá-los logo que chegamos!  Obrigada, queridos, pela amizade, pelo carinho, pela ajuda e companhia. Jamais nos esqueceremos de tudo que vivemos juntos por aqui!

Famílias Amigas!

Sei que esse post ficou enorme, como o vazio que fica no coração da gente quando temos que nos despedir de pessoas que amamos! Mas termino deixando um caloroso “ATÉ BREVE” à todos vocês que conquistaram um lugar especial em nosso coração!

 

Quem Mudou? O Brasil Ou Eu? Ou Ambos?

Cabe aqui antes de começarmos os casos e as filosofias de botequim, que alguns amigos sempre me avisaram sobre a primeira volta. Muitas pessoas sempre me falavam que eu sentiria tudo mudado: as pessoas, os lugares, alguns relacionamentos, a visão geral de tudo!  Mas hoje, analisando tudo, considero que quem mudou fui eu! As pessoas até continuam iguais, os lugares mais ou menos os mesmos, exceto pelas falências e/ou aberturas de novos estabelecimentos comerciais, a vidinha continua bem parecida…

Claro que senti, sim, o Brasil diferente! Confesso que achei quase TUDO mais caro, roupas, sapatos, comer fora, essas coisas! Como eu estava viajando, tenho uma imagem um pouco diferente de quem mora, de quem vive todo dia fazendo as coisas, enfim, mas como “turista”, estranhei um pouco os preços! Também percebi que a crise que afetou o mundo inteiro ( e ainda afeta alguns países) não foi tão cruel com o Brasil, porque shoppings, restaurantes, lojas, cidades turísticas ( estive em duas!) estavam lotados! Achei que a economia está andando bem… E todo mundo tá empregado, trabalhando, cuidando da sua vida, o que me deixou bem feliz! Minha marca de roupas predileta não é mais a mesma. Achei tudo caríssimo, e feio. Achei o trânsito infernal. Tive a impressão de que todo mundo tem um carro. Não fui à lugar algum, hora alguma, sem enfrentar trânsito, sem ficar parada atrás de uma fila de carros! Progresso? Pode até ser, mas cansa! E a violência? Cada dia pior. Mais e mais notícias chegam de amigos e conhecidos assaltados, lugares que a gente frequentava que foram alvos de sequestradores, ladrões, drogas e tráfico. Muito TRISTE!

Mas, sabem? Sempre respondi às pessoas que me falavam sobre isso, que EU não ia mudar, que MEUS sentimentos não iam mudar, que MINHA visão não ia mudar… E de repente, SURPRESAAAAAAA! A gente muda! Morar num país diferente, com uma cultura diferente, outra língua, outra realidade, é fator de transformação! Meu tempo no Brasil foi como um espelho: pude ME VER, ME SENTIR, ME ANALISAR! E já não sou a mesma!

Pretendo contar algumas das minhas experiências e sensações aqui, em público, então peço que tenham paciência comigo! Meu desejo de dividir vem com o desejo de entender, de elencar, de organizar minhas próprias confusões internas! Ego. Erros. Acertos. Orgulhos. Feridas. Curas. Medos. Sonhos. Novos e velhos. Refeitos e desfeitos! Mas estou satisfeita com tudo que essa viagem está produzindo em mim. Espero que seja bom prá você também. Mas caso não goste, fique à vontade para não ler, ou não concordar! Não sou a dona da verdade! Sou apenas dona de mim mesma. Mais do que nunca.

Férias (?!) No Brasil!!!

Como contei prá todo mundo, há dois posts atrás, depois de 2 anos no meu “exílio” aussie, fui para o País das Maravilhas (leia-se BRASIL!), imaginando férias e momentos de descanso! Hahahahahahahaha! Desculpe pela gargalhada internáutica, mas ela saiu de verdade enquanto eu escrevia aqui em casa! A única coisa que não tive no Brasil durante meu mês “de férias” foi justamente… FÉRIAS!

Não sei se nosso conceito de férias é parecido, mas quero te ajudar a caminhar no meu raciocínio… Segundo o dicionário, a palavra férias significa: “s.f.pl. Época de repouso. O corpo humano não pode atuar com toda sua potencialidade sem períodos freqüentes de repouso. Há muito os médicos reconheceram que várias doenças do corpo e do sistema nervoso podem ser curadas apenas com a ausência da atividade normal e cotidiana. A mudança da rotina cotidiana que ajuda a restaurar o corpo, a mente e a disposição das pessoas chama-se férias.”

Bem, não repousei, não tive restauração no corpo, nem disposição, mas fiquei MUITO cansada! O que vivi nos dias em que estive no Brasil foi uma verdadeira correria, passando por 5 cidades diferentes, visitando parentes, família, amigos, num ritmo alucinado, sem dormir bem por causa do fuso horário e a mudança constante de camas e afins! Você pode me achar uma chata, rabugenta, fresca, o que seja, mas o pique foi dureza! Minha família mora em uma cidade, a família do meu marido em outra, e a gente morava há mais de 10 anos em uma terceira cidade, onde estão nossos amigos e Igreja! Impossível reunir todo mundo num só lugar e ao mesmo tempo! Então, fui passando de lugar à lugar, de cidade em cidade, até visitar todo mundo! Bem cansativo!

E o que mais  senti falta, de verdade, foi de passear pelos meus locais preferidos, gastar tempo descansando, bater papo furado sem me preocupar com a hora, ou a próxima visita, andar na praia, relaxar, fazer nada!!! Algo tipo… Férias??? Hahahahahaha! É fato que fui à Campos do Jordão por UM dia e no meu Shopping preferido em Campinas, também por UM dia, e consegui caminhar na praia em Caraguá apenas UMA tarde, mas fora esses momentos, os demais dias passei cumprindo agenda! Ah! E tive uma tarde corrida ( mas deliciosa!) em São Paulo, antes de embarcar! Foi muito bom ver todo mundo, matar as saudades das pessoas que a gente ama, mas na próxima quero mais tempo (e dinheiro!) prá descansar um pouco, prá dar uma fugida de uns 3 dias, intercalando as visitas, almoços e jantares com as pessoas, com tempos de descanso, de FÉRIAS efetivas…

As pessoas ficam muito felizes com a chegada da gente, mas confesso que em alguns momentos me senti um pouco “sufocada”, um tantinho cobrada, por coisas do tipo: “mas vai ficar só isso aqui?”, “vai jantar na minha casa apenas uma vez?“, ” vai me dar apenas esse tempo de sua viagem?” “foi legal ver você, mas foi tão rápido!” As pessoas não param prá pensar que você é UMA, enquanto elas são várias! Poucas foram as pessoas que realmente consideraram a minha vinda um presente, um privilégio, um momento único… Poucas pessoas aproveitaram o tempo ao meu lado, ESTANDO comigo, apenas pelo fato de aproveitarem minha presença… Gastei mais tempo me desculpando, me explicando, dando satisfações do meu itinerário, do que  AMANDO as pessoas! Isso não foi bom… Na próxima, quero fazer diferente.  Ainda não sei como, mas vou descobrir um jeito!

Caminhada na Avenida da praia em Caraguá!
Visitinha corrida à Campos do Jordão!
Meu Shopping preferido - Campinas, SP!
Minha tarde deliciosa em São Paulo! QUERO MAIS!

Viagem Ao Brasil!

Queridos leitores!

Sinto muito pelo tempo que fiquei sem escrever, sem responder aos comentários, sem prestar nenhum tipo de ajuda à vocês! Estive no Brasil, em minha primeira viagem de “férias”, após 2 anos de “exílio” aussie! Como podem imaginar, não tive tempo ( nem vontade, assumo!) de ficar presa ao meu computador, blogando ou navegando! Apenas postei fotos da viagem em sites de relacionamento (Orkut e Facebook); nem meus emails eu li! Mas já estou de volta e vou respondendo devagar aos comentários, dúvidas e pedidos por aqui!

E aguardem! Como comemoração aos 2 anos de blog, postarei uma série com minhas impressões e sentimentos após minha primeira volta ao Brasil! Me surpreendi comigo mesma e acredito que muitos de vocês se surpreenderão ao ler minhas reflexões também…

Num restaurante que adoro em Caraguatatuba!

Um Brasil Melhor Nos Dias De Hoje???

Amo o Brasil. Amo brasileiros. É o meu povo. É a minha terra, meu lugar no mundo! Sem dúvidas. E que alegria ver uma reportagem mostrando uma aceitação de 76% dos brasileiros ao Governo Lula! Vamos falar a verdade? Nunca vi tamanha aceitação. Nunca vi o Brasil crescendo tanto, mesmo em meio e depois de uma crise mundial. Nunca vi as pessoas acreditando tanto.

Sinto estar longe num momento como esse. Sonho estar lá logo, aproveitando um tempo histórico. Aproveito prá desabafar algo que tenho pensando já há um tempo. Estou cansada de receber emails de gente falando mal, de gente criticando o Brasil e exaltando seus pontos fracos, seus problemas, suas debilidades. Nem parecem brasileiros. Alguns nem parecem cristãos, porque a MINHA BÍBLIA fala de autoridades que devem ser respeitadas. Fala também que nenhuma autoridade constituída está fora da autoridade de Deus. E que devemos INTERCEDER por elas, não desrespeitá-las… É o que diz a Bíblia que eu leio. E respeito. E tento obedecer. E tento fazer o que aprendo Nela. Tento vivê-la.

Sempre acreditei no Brasil. Acredito nos brasileiros. Acredito na maioria de gente honesta, trabalhadora, de fé. Acredito no futuro do Brasil. Acredito que se cada um fizer a sua parte, teremos um país que funciona. Não acredito que apenas um Governo mude um país como o Brasil. Desse tamanho. Dessa dimensão. Acredito que você, eu e um Governo sério, somos capazes de mudar muitas circunstâncias.

Parabéns Brasil. Essa não é uma conquista apenas de um Governo, de um partido, de um homem. É a conquista de um povo. De uma história. De uma vida. Ou milhões delas. Se ao invés de dividir, de criticar, na maldade, na piada, na alfinetada, a gente SOMAR, a gente ACREDITAR e a gente RESPEITAR, as coisas mudam. Eu acredito. Eu sonho. Eu espero em Deus!

Sou brasileira. Não desisto NUNCA. Nem mesmo de acreditar…