Pequena Lista De Grandes Ajudas

Definitivamente, uma das coisas que as pessoas mais me perguntam, por email ou pessoalmente, quando falamos sobre o processo de adaptação fora do país da gente, é como fazer para tornar o começo mais fácil, menos doloroso ou, pelo menos, mais suportável. Enquanto respondo, várias pequenas coisinhas importantes vêm à minha mente. Sempre sugiro algumas delas, para vários tipos de pessoas diferentes. Hoje, quando fui pra cama, tinha acabado de responder à um email com o mesmo tipo de dúvida e ansiedade. Então pensei: uma hora vou ter que organizar uma lista sobre o assunto… (Apenas a título de curiosidade, eu ADORO uma lista!) Resultado? Fiquei rolando na cama, com a cabeça fervendo de palavras! Cá estou eu, às 2:50 da manhã, organizando uma lista de atitudes que podem garantir um pequeno refrigério na vida daqueles que, num belo dia (ou fatídico, depende do ponto de vista!), decidiram migrar pra outro canto do mundo.

Se um dia você bateu com a cabeça e decidiu mudar de vida, largar tudo e recomeçar em um novo lugar, talvez tenha também várias dicas. Essas que compilei hoje, em minha fracassada tentativa de sono, refletem bem a minha experiência pessoal, coisas que fui aprendendo com a minha própria vivência por aqui. Olhando hoje para trás, me assombro um pouco com essa coisa doida de juntar as poucas tralhas da gente e sair pelo mundo, tentando uma vida nova. Só pode ser coisa de gente estranha, não tem outra explicação! Perdoem-me todos os companheiros imigrantes, espalhados por esse mundão afora; mas NORMAL a gente não é… Não pode ser! De qualquer forma, anormal ou não, depois de consumado o fato, a gente tem mesmo é que tentar fazer do período de adaptação o melhor que a gente puder. O que tenho visto que ajuda? O seguinte:

APRENDER A LÍNGUA LOCAL: na boa, não tem nada que deixe a gente mais a vontade, do que falar o idioma do lugar que você escolheu pra viver. É difícil a gente ter a sensação de “pertencer”, se não consegue se comunicar, não é? Todo o esforço nesse sentido, só vai trazer benefícios. Se você tiver planos de construir ou continuar uma carreira, então, aí se torna IM-PRES-CIN-DÍ-VEL!

FAZER NOVAS AMIZADES: nem vem com esse papo de timidez, de que “eu não sou uma pessoa muito sociável”, porque aí vai ficar complicado. Sem amigos, fica impossível! Eles se tornam a família da gente longe de casa, embora isso não pareça algo muito simples. Primeiro: é impossível querer comparar seus amigos que ficaram lá no Brasil, que conviviam com você desde o Jardim da Infância, ou foram criados na mesma rua jogando bola, ou trabalharam com você durante toda a sua vida… A gente leva tempo para construir relacionamentos verdadeiros e na base da confiança; não foi assim ao longo de toda a sua vida? Será assim também no novo país; tenha paciência. Segundo: não é porque o cara é brasileiro que vai se tornar seu “BFF” (Best Friend Forever) da noite para o dia! Brasileiro no exterior tem essa mania: encontra um conterrâneo e já acha que encontrou uma “alma gêmea”!  Com o tempo, você vai percebendo que é fundamental ser amigo de gente que tem a ver com você e te acrescenta, te faz bem. E vice-versa. De qualquer forma, passar o período de adaptação sozinho só vai tornar as coisas mais duras pra você.

EXPLORAR O LOCAL: se você for como eu, vai amar descobrir cada cantinho legal do seu novo lugar. Gaste tempo andando, conhecendo, passeando, explorando, experimentando… Em breve, terá novos lugares prediletos, comidas preferidas e chegará até mesmo a se questionar como pôde viver tanto tempo sem ter experimentado certas coisas incríveis, que agora fazem parte de sua rotina. Comigo funciona até hoje: bateu deprê, muita saudade, acordei com vontade de chorar? É dia de TURISMO!!! Com direito a câmera fotográfica!!! Olha, super ajuda!

CULTIVAR  SEU HOBBY: especialmente para quem veio de uma rotina frenética no Brasil, como eu, sem tempo pra quase nada, chegar aqui foi um (bom) susto! Até me acostumar com uma vida BEM mais calma, tranquila e sem tantos compromissos, levou tempo. E como é bom você enfim ter momentos só seus, para fazer o que realmente te dá prazer! É isso. A palavra é PRAZER. Busque fazer coisas que trazem alegria interior, que colocam um sorriso por dia no seu rosto… Muda tudo!

PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS: não é segredo pra ninguém que a prática constante de exercícios libera uma substância natural chamada endorfina, que regula a emoção e traz sensação de bem estar. Nem todo mundo é fã disso, eu sei, mas é importante que você descubra algo que gosta de fazer e vá fundo! Os efeitos são incríveis!

CONHECER-SE MAIS: querendo ou não, buscando ou não, a experiência de mudar-se pra longe vai revelar coisas sobre você, seus sentimentos, seus valores, seus hábitos, suas posturas na vida, sua essência… Tudo fica muito à flor da pele; as coisas tomam proporções desenfreadas, muitas vezes… Esteja pronto para surpreender-se consigo mesmo! E para o próximo item da lista:

RESPEITAR-SE: com a melhora do auto-conhecimento, a gente passa a valorizar muito mais a si mesmo. É importante CONHECER e RESPEITAR seus limites. Vai ter dia que você vai querer sumir do mundo; outros, em que vai se arrepender profundamente de ter migrado! Haverá dia que você vai se perguntar mil vezes: que raios eu estou fazendo aqui??? E vai ter dia de bode, que vai querer curtir a saudade, ficar no seu canto até a coisa passar… Vá lá, permita-se! Mas não se demore muito lá, porque deprê também vicia.

MANTER CONTATO COM GENTE IMPORTANTE PRA VOCÊ: ô ponto delicado, esse! Quando a gente muda pro exterior, parece até que vira celebridade. Um batalhão de gente te adiciona no Facebook, Orkut, Google+, Twitter, e tudo quanto é raio de rede social. Sua vida parece que passa a ser mais interessante pros outros. E até gente que parece amar mais você do que antes. É, acontece… E quer saber? O tempo e a distância são excelentes formas de aperfeiçoamento de relações: o que é verdadeiro, até se estreita; o que não é, vai se tornando névoa, até você um dia perceber que está passando muito bem sem aquela pessoa, obrigada!!! Mas tem um tipo de gente, que você pode rodar o mundo, ver coisas fascinantes, viver experiências incríveis, que ainda vai te fazer tanta falta, que em alguns dias, você mal vai conseguir respirar pela ausência delas! Com essas pessoas, faça o que for pra manter contato: você não vive MESMO sem elas!

E por fim, o mais importante:

CULTIVAR UM RELACIONAMENTO COM DEUS: ainda que você não seja uma pessoa “espiritualizada”, ou não se considere um cara “de fé”, em vários momentos você vai perceber que PRECISA crer em algo muito maior. Quando alguém que você ama adoece, por exemplo. Quando alguém morre e você estava longe sem poder dizer o que deveria ser dito. Ou quando você adoece e se sente sozinho, sem as pessoas que mais ama por perto… Enfim, existem momentos que somente a fé mantém a gente em pé. Especialmente longe de casa, das pessoas de sempre e da nossa zona de conforto. Manter a fé operante num momento de tantas mudanças só contribui positivamente, é sério. Sem a minha fé, eu já teria chutado tudo isso aqui pra cima, logo no começo. Obrigada Deus, por ter me ajudado até aqui!

Nossa gente, o post ficou enorme! Desculpe-me. E lá se foi uma noite de sono. Porém, se eu conseguir ajudar alguém com a minha experiência, já terá valido muito a pena… Ufa! Agora posso dormir. As palavras por fim ocuparam seu lugar e minha mente ficou em silêncio…

fugindo de casa

Os Melhores Empregos Do Mundo

E novamente a Austrália começa a campanha para o melhor emprego do mundo! “Em 2009, a empresa de turismo Tourism Queensland já realizou uma ação semelhante: naquela altura, os candidatos de todo o mundo competiram para o cargo de zelador da Ilha Hamilton. Este ano, os estrangeiros são convidados a trabalhar como um comentarista de “social media”, um especialista em boa comida e bebida, um aventureiro no outback, um ranger de parque nacional, um fotógrafo e um perito na supervisão da vida selvagem. Os candidatos aprovados terão a oportunidade de ganhar mais de $ 100 mil por 6 meses e, em seguida, voltarão para casa” (Radio Voz da Russia).

Para os interessados, seguem a página de divulgação no Facebook e o vídeo apresentado pelo vencedor da primeira campanha, Ben Southall, que trabalhou na Ilha Hamilton. Seria muito legal ter um brasileiro trabalhando em um desses cargos, não seria???

Detalhes das vagas e como se candidatar.
Detalhes das vagas e como se candidatar.

https://www.facebook.com/AustralianWorkingHoliday

Migrantes Deixando a Austrália

Ontem recebi um email interessante de uma amiga muito querida (também imigrante na Austrália), que vive os mesmos dilemas de todos nós, com a seguinte pergunta: “E nós? Também vamos desistir, ou vamos conseguir nosso tão sonhado ‘lugar ao sol’ aqui em Down Under?” Em anexo, havia um link para uma reportagem de uma rede de notícias australiana, chamada Seven News. O artigo era tão interessante, que valeu uma tradução para ser publicado aqui no Blog. É importante frisar que o texto abaixo NÃO É DE MINHA AUTORIA e não representa ou expressa minha inteira opinião pessoal; estou apenas transcrevendo aqui. O nome do artigo é exatamente o nome do post: “Migrantes deixando a Austrália” – escrito por Adam Marshall, para o Today Tonight.

“Eles vieram de várias partes ao redor do mundo, perseguindo o sonho australiano, mas agora muitos deles mal podem esperar para voar de volta pra casa. O que estaria causando esse êxodo em massa? Os números mais recentes mostram que imigrantes estão deixando a Austrália em números recordes. Há aqueles que querem permanecer e aqueles que não podem mais esperar para sair. A grama, que supostamente seria mais verde do lado de cá, parece estar ‘queimada pelo sol’ e está perdendo o seu apelo. 

Só no ano passado, o número de pessoas que vieram para viver aqui caiu em nove por cento, ficando em torno de 127.000. Por outro lado, 88.000 planejaram seu retorno, para nunca mais voltar; isso é o dobro de uma década atrás. A agente de viagens Lisa deixou os Estados Unidos há dez anos atrás e agora ela está entre as dezenas de milhares de imigrantes que querem voltar para casa. ‘Acho que os australianos em geral não têm muita aceitação de estrangeiros. Televisões, geladeiras, automóveis, são o dobro ou o triplo do preço aqui, comparado aos EUA. Filmes levam em torno de três meses para chegar aqui e não há quase nada para fazer à noite. Tudo o que eu penso é em como fazer pra voltar para casa,’ disse Lisa.

Juntando-se à fila, estão Kevin e Lynne Ward. Vindos da Inglaterra, o casal mudou-se para Perth. Quando fizeram a aplicação para o visto, antes de virem para cá, Kevin – um encanador qualificado – soube que a profissão dele estaria em demanda. Era bom o suficiente para obter um visto de imigrante qualificado, mas não bom o suficiente para conseguir um emprego, quando ele finalmente chegou com sua família. ‘Se você é um encanador Inglês, com todas as qualificações sob o sol, você também pode jogar isso tudo no lixo – porque não vale como está escrito no papel,’ disse Kevin. Mas quando finalmente os Wards chegaram, disseram a Kevin que ele precisaria treinar. Decidiram então voltar pra casa, com a sensação de que eles foram vendidos a um fracasso. 30.000 km, ida e volta. ‘Acabamos ligando para a companhia de mudança e pedindo pra deixarem tudo dentro do container, bastando devolver em linha reta ao local de origem,’ disse Lynne. A aventura custou-lhes $100.000 dólares.

Daphne Loffman é uma enfermeira que se mudou para Perth com sua família, vindo da Inglaterra, esperando por um estilo de vida melhor, mais fácil. Mas nada tem sido assim. ‘Tudo é mais caro. Queríamos permanecer aqui. Não gastamos dinheiro,  tempo e esforço, para dar uma risada, sentar aqui e lamentar-se sobre a decisão,’ Daphne disse. Vir para a Austrália exige um compromisso enorme e é um exercício caro. ‘Eles me disseram que o processo levaria de dez a quinze anos, e se eu quisesse cidadania, eu teria que desembolsar cerca de $34.000 dólares’, disse Jan Peters. Ela realmente quer ficar na Austrália, mas teme que, em breve, tenha que se mudar de volta para casa, na Nova Zelândia. ‘Isso deixa uma sensação de buraco no estômago, mesmo que você esteja contribuindo, trabalhando duro e fazendo uma boa vida, mesmo fazendo as coisas certas’, disse Peters.

Assim como ela, tantos outros imigrantes acabam vivendo num carrossel, com tantas normas, regulamentos e burocracia na Austrália, que acabam forçando as pessoas para fora do país. ‘Eu tinha as recomendações e não vejo o motivo de passar de novo pelo processo de aplicações. Talvez eu devesse,’ ela disse. Personalidade de televisão e rádio, Jono Coleman pensa que ‘ a Austrália tem um pouco de problema em sua imagem mundial.’  De acordo com Coleman ‘ a vida é mais cara, a gasolina é mais cara e ir ao supermercado é também mais caro.’ Ele perseguiu fama e fortuna de volta à sua pátria, antes de se mudar para a Austrália. Vendo de ambos os lados, ele diz que é hora de uma revisão da imagem , porque a reputação da Austrália no exterior está ficando na lixeira. ‘Há uma piada que gira em torno do Reino Unido: ‘qual é a diferença entre um pote de iogurte e um australiano?’ E eles dizem ‘o pote de iogurte tem mais cultura’, brincou Coleman.

E a Austrália está, de fato, ficando cada vez mais cara. Um relatório do grupo de reflexão de políticas públicas, um centro de estudos independente, demonstrou que nosso custo de vida está ficando fora de controle. Sydney, Melbourne e Brisbane estão agora entre as top vinte cidades mais caras do mundo; há uma década atrás, apenas figuravam no top 100. ‘Hoje essa é uma das coisas que não compreendemos sobre a Austrália – nós não somos apenas um país de grande imigração, mas nós somos também um país de grande emigração,’ disse o Professor Graeme Hugo, Chefe do Centro de Estudos de Migração e População Australiana,  da Universidade de Adelaide.

O Professor Hugo diz que é hora do Governo Federal focar mais em conter a debandada no exterior, em vez de tentar afastar os imigrantes. ‘O aumento do custo de vida na Austrália pode ser um dos fatores que incentivam algumas pessoas a voltarem para trás. Eu acho que muitos voltam porque eles perdem essa interação com a família e também fatores de estilo de vida. Você sabe, as coisas não saem bem como esperavam’ disse o Professor Hugo. O pior é que estamos perdendo nosso melhor e mais brilhante grupo de trabalhadores, altamente qualificado e estudado,  procurando viver em outro lugar. ‘Muitas vezes penso que a Austrália também poderia fazer melhor para ter uma  política de emigração, bem como uma política de imigração,’ disse o Professor Hugo. Porém, pode ser tarde demais, especialmente para os migrantes já no seu caminho para casa.”

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White Night Melbourne – A night like no other

Foi ontem. O maior evento que eu já vi nessa cidade. Para quem é de São Paulo, foi uma noite semelhante a que temos por lá, conhecida como Virada Cultural, porém com duração de apenas 12 horas. Digo apenas, porque o tempo foi muito curto; impossível participar de todas as atrações da noite, espalhadas pela cidade. Tendo como nome WHITE NIGHT MELBOURNE, e subtítulo “A night like no other” (Uma noite como nenhuma outra), o excitante evento foi inspirado por uma rede internacional chamada “Nuit Blanche” (Noite Branca), originalmente concebido em Paris, França, em 2002. É uma tentativa de tornar arte e cultura acessível à grande massa, em espaços públicos, gratuitamente. Em 2013, Melbourne foi a primeira cidade da Austrália a se juntar à fileira de vinte e três cidades globais (veja a lista das cidades AQUI), produzindo eventos similares durante toda a noite.  No Brasil, a cidade de Belo Horizonte estará sediando o evento no dia 14 de setembro.

De fato, foi uma oportunidade maravilhosa de Melbourne se mostrar como a “capital” internacional da inovação artística da Austrália, e celebrar o compromisso da cidade com a arte, a música e a cultura. Contando com mais de 115 diferentes atrações, ocorrendo simultaneamente por toda a cidade, a “Noite Branca” atraiu uma multidão de mais de 300.000 pessoas, estimam os organizadores. O diretor artístico, Andrew Walsh, disse estar extremamente satisfeito com a participação e o comportamento de quem assistiu. “O que vimos ontem à noite foi uma cidade transformada, uma multidão além da nossa mais ousada imaginação e experiência. Nenhuma cidade na Austrália tinha jamais visto algo como essa noite,” declarou Walsh.

A Polícia de Victoria declarou que, apesar da grande multidão, a noite transcorreu sem grandes incidentes relatados. O evento terminou as 7 da manhã, com uma “procissão” de cantores e músicos, num grande coral para saudar o nascer do sol, tocando uma música escrita especialmente para o evento, por Felix Riebl, vocalista da banda The Cat Empire. A resposta dos melbournianos à noite foi positiva, embora tenham ocorrido muitas manifestações em redes sociais e meios de comunicação sobre a má gestão da multidão, o lixo produzido e o barulho durante a noite. A grande maioria, porém , expressou a sua frustração por causa da dificuldade enfrentada com as redes de telefonia, que praticamente entraram em colapso durante a madrugada. Na realidade, por ser o primeiro evento desse porte, os organizadores estimavam receber cerca de 100.000 pessoas, sendo realistas.

Notícias a parte, minha noite foi espetacular! Amei cada segundo, à despeito da multidão, do calor, ou qualquer outro problema. Minha  lista de eventos para visitar foi de aproximadamente 36 atrações, das quais consegui ver 23. Voltei pra casa com aquele gostinho amargo de “quero mais”, pensando em cada coisa que deixei de assistir. Porém, à medida que revi as fotos hoje e relembrei cada sensação, cada momento, cada emoção, só pude concluir que valeu muito a pena, cada segundo. Como admiradora profunda da ARTE em geral, me apaixonei completamente por cada artista, cada obra, cada efeito que tanta arte causou em mim, em apenas uma noite. O bom disso tudo é saber que os planos incluem mais duas noites como essa, na última semana de fevereiro de 2014 e 2015. Chega de papo! O vídeo e as fotos vão falar mais do que eu…

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Voltando Para Casa…

Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas a todos os leitores do Blog, pela minha ausência tão longa. Estou em débito com um montão de gente, comentários, pedidos de ajuda… Vou responder um a um, garanto; apenas tenham paciência comigo! No final do ano que passou, eu andei meio ocupada com a vida em geral e ainda inclui nela uma viagem ao Brasil, de férias, para rever família, amigos e passar as festas de fim de ano, em dezembro/janeiro. Como a maioria dos brasileiros, cuja rotina de vida real começa apenas pós-Carnaval, aqui estou eu entrando de novo na minha rotina, muito ansiosa para escrever… Quem acompanha os meus escritos por aqui, sabe que gosto mesmo de compartilhar minhas sensações, sentimentos e conflitos mais intensos, que digam respeito à essa minha dramática e profunda relação Brasil-Austrália. Pois bem, essa foi a primeira vez que fui ao Brasil GOSTANDO de verdade de viver na Austrália.

Para quem não me conhece ou ainda não leu sobre a minha difícil adaptação aqui na Terra dos Cangurus, vale ressaltar que sofri bastante pra me acostumar, aceitar e até mesmo deixar crescer dentro de mim um sentimento de amor por esse lugar. E fico entusiasmada por poder compartilhar o que sinto, porque acredito que vai ajudar muita gente que passa pelos mesmos conflitos…Hoje, posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que essa última viagem à Terrinha foi imprescindível para fechar definitivamente algumas lacunas em meu mundo interior. Fechei um ciclo muito doloroso, entre o desejo de voltar ao Brasil e o de permanecer vivendo aqui. Desde que me abri, de fato, para aceitar minha nova vida por aqui, tudo dentro de mim mudou. Estar no Brasil foi maravilhoso, especialmente em época de férias, Natal, Ano Novo, meu aniversário… É muito bom rever as pessoas, lugares, cheiros, gostos, emoções, sensações; mas também é doloroso ver que muitas coisas mudam, outras não mudam nada, pessoas mudam, atitudes também! Enfim, vivi de tudo um pouco nesse tempo que passei por lá.

Diferentemente da minha ida anterior, em 2010, não me senti tão a vontade quando estava por lá. Senti falta da Austrália, de verdade. Senti saudade da minha vida, dos meus amigos daqui. Pela primeira vez, me senti fora do meu “habitat natural”, estando nele… Pela primeira vez, me senti uma estranha várias vezes, em diversas situações. Pela primeira vez, me senti não fazendo parte de algo, de algum lugar ou situação. Inúmeras vezes me senti sozinha, esquisita, sobrando, até sonhando (literalmente) com Melbourne. Senti que estava meio fora “de lugar”… E que sensações estranhas foram aquelas! Me peguei diversas vezes surpreendida comigo mesma, com meus pensamentos e desejos. É incrível o quanto a gente muda. Graças a Deus por isso! Fico extasiada em observar a capacidade do ser humano em se auto-adaptar, se reinventar, reciclar, transformar-se! E eu me senti plena, VIVA, em constante mudança. Não que eu goste de grandes mudanças; longe de mim. Mas também não gosto de rotina, mais do mesmo, o de sempre…

A surpresa foi boa. O saldo foi positivo. Me senti confortável em minha própria pele. E sabe o quê? O melhor? EU GOSTEI! Em determinado momento, eu queria voltar. Pra Austrália. Bem, vou escrever de novo, porque isso ainda está soando estranho aos meus ouvidos emocionais: eu estava no Brasil e estava querendo VOLTAR! E então minha ficha caiu: finalmente, eu já sabia onde estava meu coração; já sabia onde é o lugar que meu interior reconhece agora como “LAR”. Senti paz. Como não sentia há alguns anos… E por fim, após quase 30 horas de vôo, quando botei meus pés em solo aussie novamente, aquela sensação incrível encheu meu peito de algo que nem sei descrever, e eu pude enfim dizer pra mim mesma: EU ESTOU EM CASA!!!

10 Anos De Federation Square

A Federation Square (também coloquialmente conhecida como Fed Square) é um centro cívico e recinto cultural da cidade de Melbourne, Austrália, inaugurado em 2002. É um empreendimento de uso social e cultural, cobrindo uma área de 3,2 hectares e gira em torno de dois grandes espaços públicos: praças abertas (St. Paul’s Court e The Square) e uma praça coberta (The Atrium). Ela foi construída em cima de uma plataforma de concreto, posicionada estrategicamente sobre linhas ferroviárias. Está localizada na interseção entre Flinders Street e Swanston Street/St Kilda Road, no coração dos negócios de Melbourne e é adjacente à estação ferroviária mais movimentada da cidade,  a Flinders Street Station. É a segunda atração turística mais popular do Estado de Victória, com mais de 9 milhões de visitas em 2011. É considerado um dos projetos de construção mais complexos e ambiciosos já realizados na Austrália. O design arrojado e audacioso é o resultado do trabalho de um laboratório de Arquitetura em conjunto com os maiores arquitetos australianos. Numa fusão única de atividades cívicas e culturais, é reconhecida internacionalmente como um dos maiores espaços públicos do mundo.
Hospedando mais de 2000 eventos a cada ano, a Federation Square vibra com festivais culturais, exposições, lançamentos de eventos, performances, fóruns, filmes, concertos e desfiles de moda. A vida na Fed Square é tão rica e vibrante, que não há dúvida de se encontrar algo emocionante acontecendo sempre que você for visitá-la. É onde acontecem as manisfestações, comemorações, Copas do Mundo, celebrações de Ano Novo, enfim, todo tipo de celebração conjunta. Foi lá que a Rainha da Inglaterra apareceu, para ser ovacionada pelos seus “súditos” aussies; onde Oprah “deu o ar de sua graça”, quando visitou a Austrália; onde pessoas comuns se encontram diariamente e onde povos de diversas partes do mundo celebram a multiculturalidade de Melbourne. Esse lugar tão querido pelos “melbournianos” está fazendo 10 anos e, para comemorar, todos estão convidados para um fim de semana de atividades gratuitas de 25-28 de outubro. Se você já está por aqui, não deixe de fazer parte dessa festa linda; se você está lendo meu post longe da Austrália, agora já conhece mais um lugar importante por aqui e pode planejar uma visita em sua passagem por essa cidade maravilhosa. Parabéns, Federation Square!!!

5 Coisas Imperdíveis Em Melbourne (IV)

Com a chegada da primavera, o clima melhorando um pouquinho (POUCO MESMO, acredite; quase não dá pra perceber…), toda a cidade começa a parecer mais animada, mais alegre, mais cheia de gente passeando e planejando passeios externos. Melbourne é linda em qualquer época do ano, mas, como amante do inverno, devo confessar que tudo parece mais “alegre”, inclusive as pessoas, quando começa a esquentar. Uma das atrações que mais gosto, com certeza merece um clima quente e um lindo dia de sol. Se você for um admirador do frio, assim como eu, não veria problema algum em fazer esse passeio no inverno, desde que fosse num agradável dia de sol. Aqui venta tanto, mas tanto, que é capaz da gente sair voando, se o clima não estiver realmente favorável. Infelizmente, só fica disponível em épocas mais quentes do ano. Por isso vale a pena conferir, se estiver por aqui nesse período.

4. Passeio de Barco pelo Rio Yarra: você pode explorar Melbourne através de um pitoresco passeio de barco pelo Rio Yarra, a antiga hidrovia que continua a nutrir e a definir a cidade. Os melhores operadores de barcos de Melbourne estão localizados na Federation Square – e oferecem uma gama de passeios e serviços de pequenos cruzeiros para visitantes e moradores. É uma ótima maneira de explorar a excitante cidade, porém de uma forma diferente, através de outros ângulos e aspectos. O serviço funciona entre novembro e março, e permite que os passageiros tenham vistas inéditas durante todo o dia. Um dos meus itinerários prediletos é o que sai da City, em frente ao Southgate, um pequeno centro de compras e restaurantes na beira do rio. De lá, o barco parte em direção ao mar, sentido Docklands, passando pelo porto e ancorando no bairro de Williamstown, um dos lugares mais adoráveis de Melbourne. Você pode comprar o passe ida e volta, já que o barco fica ancorado lá por algumas horas. Você pode usar esse tempo passeando pelas lojinhas, restaurantes, cafés e parques lindos à beira-mar. Com certeza, um dos passeios mais agradáveis que se pode fazer pela cidade, num dia de sol e calor. Imperdível!!!